Perdeu o convite, o brinco, o brilho nos olhos.
A chave, a memória, o bonde da história.
A senha, a resenha, o rumo de casa.
Perdeu o ônibus, a fé, o sono.
Os óculos, monólogos, binóculos.
A esperança, o sol, bonança.
Perdeu tudo o que tinha para não perder a cabeça.
Ganhou colo, copo de água, poesia.
Xícara de chá, sofá, sentido.
Identidade, segunda via, rio.
Riu quando se viu perdidamente achada na vida.
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
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