A mãe dela morreu.
Assim que ouviu a notícia, chorou compulsivamente, fez uma ligação rápida e saiu cantando pneu. Em cinco minutos estava no salão de beleza, se desmanchando diante do espelho. Quem via a cena se perguntava se o problema era por causa da tinta ou do corte.
[Corta].
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Manhã de sol, piscina da academia cheia, aula de hidroginástica. Colocou o maiô e a touca de banho amarela, estampa de florzinha. Do alto dos seus 80 anos, ainda tinha muita água pra rolar. (Rolou.)
Implicou com a "jovem" de quase 40 porque ela estava batendo a perna muito forte, espirrando água. Ia molhar seu cabelo.
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Os dois miniposts seriam ficção se não fossem verdade. Aconteceu, acredite.
O primeiro eu ouvi contar. O segundo eu vi, presenciei, vivi. Era eu a "jovem" de 40 anos, espirrando água pra todo lado. (...)Só me confirma uma coisa: a aula era de HIDRO, certo? Se não mudou nenhuma regra de semântica, hidro significa água, certo? Ah, bom, achei que eu tivesse perdido o senso de juízo. Nada contra a vaidade, a maquiagem, o perfume, os cabelos bonitos. Sempre gostei de um espelho. Mas muita gente anda se preocupando em demasia com a estética que vai na superfície, e se esquecendo da beleza que pode ir na alma. A beleza de se concentrar apenas no simples, no essencial, no que faz sentido naquele momento. Seja a DOR da mãe que acaba de morrer ou a enDORfina de jogar água pro alto, colocando alegria pra dentro.
Você pode, sim. Trocar o batom por beijo, salto alto por havaiana, escova progressiva por aprendizado progressivo. Pode empalidecer, descabelar, viver o que tiver que ser vivido. Seja de cara ou alma lavada, a verdadeira beleza está em ser inteiro. Não há colágeno, botox ou shampoo importado que faça isso por você.
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sábado, 21 de abril de 2012
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