sexta-feira, 12 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Terapêutico
Supermercado.
Escaldapé.
Massagem.
Cinema com pipoca.
Conhecer novas paisagens.
Dormir depois do almoço.
Chocolate quente.
Gavetas arrumadas, cada coisa no seu lugar.
O que é terapêutico para você?
Escaldapé.
Massagem.
Cinema com pipoca.
Conhecer novas paisagens.
Dormir depois do almoço.
Chocolate quente.
Gavetas arrumadas, cada coisa no seu lugar.
O que é terapêutico para você?
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Solidão
Este sábado tive o prazer de assistir à peça "A alma imoral", adaptada do livro de Nilton Bonder pela talentosa e premiada atriz Clarice Niskier. A peça é um presente, tanto pelo conteúdo quanto pela forma. Em um instigante monólogo, a atriz se desnuda e se cobre ao refletir sobre o bom e o correto, o apego e o desapego, a traição e a fidelidade. Inusitadamente, abre espaço para que a platéia peça que ela repita alguns trechos de sua fala.
Reproduzo aqui, com as minhas palavras, um de seus pensamentos mais marcantes: "A pior solidão é aquela em que o sujeito não consegue estar consigo mesmo."
(...)
Tenho ouvido muito acerca desta solidão, de todas a mais torturante e avassaladora. Se não há alguém, não se é ninguém. É ficar sem chão, sem rumo, sem tudo. Angústia visceral que cria um buraco enorme na alma.
E você?
Como fica quando está SÓ com VOCÊ?
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Silêncio Ensurdecedor
A convite do meu amigo Bê Sant´Anna (professor, publicitário, locutor e blogueiro, apaixonado pelas palavras faladas e escritas), abro aqui um espaço para falar do silêncio. Não do silêncio generosamente propiciado pela ioga, alunos interessados ou ruas vazias, mas o silêncio constrangedor - aquele que incomoda, agride, embaraça, machuca.
Talvez você já tenha passado por alguma destas situações:
( ) Descer 15 andares de elevador na maior falta de graça, tendo que quebrar o gelo com o velho : "Está frio, né?"
( ) Sofrer com o(a) namorado(a) (leia-se também marido, esposa) emburrado(a), com uma "tromba" de todo o tamanho.
( ) Mandar um e-mail e não receber a tão esperada resposta.
( ) Ficar olhando pro terapeuta sem ter absolutamente nada para dizer.
Num mundo tão acostumado a falar, falar, falar, o silêncio soa às vezes como um indesejável penetra de festa. Inconveniente, incômodo, embaraçoso, constrange-DOR.
Grandissíssimo paradoxo este: o silêncio fala alto, grita, faz um barulho danado.
Faz parte.
Talvez você já tenha passado por alguma destas situações:
( ) Descer 15 andares de elevador na maior falta de graça, tendo que quebrar o gelo com o velho : "Está frio, né?"
( ) Sofrer com o(a) namorado(a) (leia-se também marido, esposa) emburrado(a), com uma "tromba" de todo o tamanho.
( ) Mandar um e-mail e não receber a tão esperada resposta.
( ) Ficar olhando pro terapeuta sem ter absolutamente nada para dizer.
Num mundo tão acostumado a falar, falar, falar, o silêncio soa às vezes como um indesejável penetra de festa. Inconveniente, incômodo, embaraçoso, constrange-DOR.
Grandissíssimo paradoxo este: o silêncio fala alto, grita, faz um barulho danado.
Faz parte.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Bons tempos
Tempo seco. Junto com esse friozinho delicioso vêm as viroses, bactérias, peitos cheios, otites, rinites, sinusites.
A gente que é "velho de guerra" acaba dando um jeito: toma um antigripal, enche a bolsa de lenço, entra no mel, se enche de chá e seja o que Deus quiser.
Mas com criança é diferente. Principalmente criança neném, que ainda não fala, não sabe soar o nariz e acaba engolindo a tosse, levando mais bactéria pra dentro.
Aí o que a gente faz? Liga pro pediatra. Não tem horário. Agenda lotada. Deixa recado.
Quando a criança já piorou o que podia e além do peito cheio fica com estômago vazio depois de vomitar tudo o que comeu, você vai parar no pronto-atendimento de um hospital, que de pronto não tem nada. Espera algumas horas na fila enquanto o seu pimpolho troca brinquedos, biscoitos e bactérias com outras 49 crianças doentes.
Bons tempos aqueles em que o Doutor ia de casa em casa, tocando a campainha e sentindo já da porta o cheirinho de café, maleta na mão e muita disposição.
Bons tempos...
A gente que é "velho de guerra" acaba dando um jeito: toma um antigripal, enche a bolsa de lenço, entra no mel, se enche de chá e seja o que Deus quiser.
Mas com criança é diferente. Principalmente criança neném, que ainda não fala, não sabe soar o nariz e acaba engolindo a tosse, levando mais bactéria pra dentro.
Aí o que a gente faz? Liga pro pediatra. Não tem horário. Agenda lotada. Deixa recado.
Quando a criança já piorou o que podia e além do peito cheio fica com estômago vazio depois de vomitar tudo o que comeu, você vai parar no pronto-atendimento de um hospital, que de pronto não tem nada. Espera algumas horas na fila enquanto o seu pimpolho troca brinquedos, biscoitos e bactérias com outras 49 crianças doentes.
Bons tempos aqueles em que o Doutor ia de casa em casa, tocando a campainha e sentindo já da porta o cheirinho de café, maleta na mão e muita disposição.
Bons tempos...
terça-feira, 2 de junho de 2009
Cachaça
Dá trabalho. Dá suor. Dá pano pra manga.
Dou o sangue. Dou a voz. Dou presença.
Dar aula é uma cachaça que eu tenho a alegria de beber.
Dou o sangue. Dou a voz. Dou presença.
Dar aula é uma cachaça que eu tenho a alegria de beber.
Roda gigante
Sábado à noite fui com o Léo ao Parque Guanabara, onde foi comemorado o aniversário do filho de uma grande amiga. Lá pelas tantas, quando o parque já ia fechar, ele queria porque queria dar uma voltinha na roda gigante.
Já tínhamos nos divertido a valer no Minhocão, Trem-Fantasma, Bate-Bate, etc, e tive que dizer:
"-Mas filho, o parque já está fechando... Imagine se ele fechar quando a gente estiver lá no alto da roda gigante, nesse frio... Já pensou se a gente tiver que dormir lá?"
"-Ah, mãe, aí a gente não ia ter que escovar dente!..."
Já tínhamos nos divertido a valer no Minhocão, Trem-Fantasma, Bate-Bate, etc, e tive que dizer:
"-Mas filho, o parque já está fechando... Imagine se ele fechar quando a gente estiver lá no alto da roda gigante, nesse frio... Já pensou se a gente tiver que dormir lá?"
"-Ah, mãe, aí a gente não ia ter que escovar dente!..."
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