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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Pausas


Se eu morrer de amor?
Morri.
Flores, violino, último suspiro.
Nasci.
Dor de contração, vôo livre, vou.
Viena, Toscana, Tel Aviv.
Parada cardíaca, abalo de emoção,
nudez enluarada, embalo de dormir.
Concha, estrela,
morrer do sol,
Deus de longe vi.
Poesia, escritura,
lindura de palavra inventada
pra dizer numa sentada
o que senti.
Porvir. Por mim. Tin-tin.
Se eu nascer de amor?
Vivi.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Primeiro de Novembro

Amanheço.
Agradeço.
Enterneço de amor pela montanha
que faz nascer o sol.

Choro olhos enluarados de emoção.
Agradeço a todos os santos, todos os anjos,
todo santo dia por este novembro
que nasceu poema.

Primeiro de novembro.
Te escrevo, te leio,
te recito, te lembro.

Entardeço.
Agradeço.
Enterneço de novo de amor
pela montanha que guarda o sol,
por cada pedaço seu que mora em mim.
Adormeço nunca esse amor que não tem fim.