- Manhê!... Você acha que eu faço um navio ou um ônibus de lego?
- Mãe, quelo cocolate!...
- Manhê, a Bella desmontou o meu lego!!!
- Mãe, passa batom?
- Manhê, quero a pirâmide do Playmobil de aniversário...
- Mãe, fiz cocô!... Cocossão!
- Ah, não, mãe, eu não quero tomar banho agora! Eu odeio tomar banho!
- Mãe, quelo bu! Buuuuuuuuuuuuuu!
- Manhê, agora você acha que eu desmonto o navio e faço um avião?
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Os esquilos também amam
Sabe aquela criança que vive dentro de você? Vai adorar ir ao cinema assistir "Alvin e os Esquilos 2". O filme é uma graça, cheio de tiradas interessantes, gostoso de ver e ouvir, quebra deliciosa de rotina.
Não sei quem ria mais, se eu ou o Léo. A Bella, empolgada feio ela só, saiu da cadeira e começou a dançar.
Vai lá e depois me conta.
Dá vontade de levar um daqueles esquilinhos pra casa.
Não sei quem ria mais, se eu ou o Léo. A Bella, empolgada feio ela só, saiu da cadeira e começou a dançar.
Vai lá e depois me conta.
Dá vontade de levar um daqueles esquilinhos pra casa.
Alternativa C (de Complexo de Édipo)
No período em que estive de férias, fiquei sem marido uma semana. O Dé precisou voltar para trabalhar ("afinal, alguém tem que fazer isso lá em casa") e eu fiquei aproveitando a praia com os meninos.
No dia dele chegar, ficamos ansiosamente aguardando do lado de fora da casa, ensaiando canções de boas-vindas.
Como já estava na hora de a Bella jantar, perguntei:
- Está com fome, filha?
- Tô!
(Perguntinha ingênua:)
- O que você vai querer, pizza ou miojo?
- Papai!
No dia dele chegar, ficamos ansiosamente aguardando do lado de fora da casa, ensaiando canções de boas-vindas.
Como já estava na hora de a Bella jantar, perguntei:
- Está com fome, filha?
- Tô!
(Perguntinha ingênua:)
- O que você vai querer, pizza ou miojo?
- Papai!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
A pausa da pausa
Amo o meu trabalho, amo trabalhar e amo tirar férias. Nada como colocar o pezinho na areia, olhar pro mar e não pensar em nada. Ou pensar em tudo - na vida, no repouso merecido, no peroá com farofa ou camarãozinho frito (isso é que é dilema), nos meninos que estão crescendo (e às vezes dá vontade de congelar), na mistura de sal com água que lava a alma, na cocada puxenta, no próximo post, no picolé da Kibon que é tudo de bom desde sempre, na família que é pura ligação, no amor que dá sentido à vida.
Nada como o sol, o mar, sombra e água fresca pra fazer a gente voltar ainda mais apaixonado pelo trabalho. Mãos à obra.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Nem tudo está perdido
Em tempos de "pegação", "vínculo-não", beijos e abraços banalizados, tive uma grata surpresa com o meu querido sobrinho Lucas, de 16 anos.
Clima de praia, sorvetinho no final da tarde, a família inteira resolveu pegar no pé do menino por causa de uma garota que estava de olho nele.
"- Vai, Lucas, aproveita, só uns beijinhos, dá uma chance pra ela..."
Prensado contra a parede, mas demonstrando uma personalidade especialmente sua, ele sorriu timidamente e falou:
"Não dá, tem que rolar um sentimento..."
Sentimento, taí uma palavrinha que muda tudo. E que, acabo de ter a prova, não está em extinção.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Fim de um começo
Em absoluto contraste com os fogos, as taças brindando, a alegria e a música contagiante, 2010 começa pedindo - implorando - um minuto de silêncio.
Silêncio para chorar a dor de quem se foi e de quem ficou, testemunha de uma tragédia sem tamanho.
Desmoronamento de sonhos. Alegria soterrada. Avalanche de sentimentos. Chuva sem trégua, taças quebradas, tristeza cobrindo tudo, música desafinada. Gente que nasceu de novo. Gente que morreu sem ver.
Ilha Grande ficou pequena para conter tanta dor. Corpos sem flor. Vidas sem vestígios. Deslizamento de terra abrindo um buraco enorme na alma.
Um minuto de silêncio é pouco. Grande é o sentimento de pesar, grito surdo que vira nó na garganta, constatação do quanto somos pequenos nessa vida que é contraste da morte.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Tá no sangue
A genética é mesmo uma coisa incrível.
Meu avô materno foi um grande médico pneumologista, antitabagista ferrenho e fervoroso. Era do tipo que andava com guarda-chuva mesmo nos dias de sol, para abri-lo caso algum fumante aparecesse na sua frente: uma forma explícita de se proteger da intragável fumaça e demonstrar sua indignação contra o cigarro.
Pois hoje o Léo ficou horas observando um homem fazendo uma linda escultura de sereia na praia. Tão linda que não precisava do detalhe final: um cigarro colocado pelo autor da obra-prima na boca da sereia.
Sem titubear, o bisneto do Prof. José Feldman fez sua pequena grande intervenção:
- "Ô, moço, tira esse cigarro da boca dela..."
Pedido que foi imediatamente atendido pelo artista.
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