Tenho ouvido, estarrecida, o depoimento de pais e profissionais da área de psicologia sobre uma nova pressão: a pressão da alfabetização. Está cada vez mais comum algumas escolas quererem que seus pequenos alunos leiam cada vez mais cedo.
Pra quê? Qual a fundamentação pedagógica para que uma criança de 3, 4, 5 anos saiba ler e escrever? Para massagear o ego da escola e aguçar a vaidade dos pais?
E a criança, como fica nessa história? Pressionada. Desmotivada. E o que é mais grave: com a auto-estima baixa.
Sei de crianças que, diante de um outdoor ou manchete de jornal, começaram a repetir várias vezes a frase: "EU NÃO CONSIGO!... EU NÃO CONSIGO LER, PAPAI!"
Sei de escolas que se orgulham de preparar verdadeiros "vestibulinhos" para receber seus pequenos grandes gênios.
Ler e escrever precisa ser um processo natural, sem data e hora marcada para acontecer. Neste processo, AUTO-ESTIMA é palavra das mais importantes.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
Hábito
Quem conhece o amor sabe o que é viver a alegria e tranquilidade do hábito.
Hábito que habita o bom dia, as escovas de dente, o doce ruído dos talheres à mesa, a roupa de cama, o beijo de despedida.
Quem conhece o amor sabe o que é viver o hábito da torcida, do cuidado, dos projetos tão em comum. Hábito que habita os porquês do filho, o chorinho da filha, o abraço cheio de energia ao final de um dia cheio de trabalho.
Quem conhece o amor sabe o que é viver o hábito dos domingos de sol ou de chuva, quando o melhor programa é estar simplesmente junto, não importa onde.
Quanto mais cresce o amor, mais a gente se acostuma com o outro: pernas entrelaçadas para dormir, mensagens de boa viagem, boas risadas à hora do jantar, porto seguro que torna mais leve os assuntos pesados.
Mas o amor se assusta qundo se habitua à rispidez dos desencontros, aos rótulos que são pregados, às palavras que são colocadas na boca.
Se deixar, o amor se habitua à falta de conversa, ao bom dia atravessado, ao carinho atropelado, à autoridade surda. (Será que o amor se acostuma?)
O leve fica pesado, o pequeno fica grande, o domingo vira segunda, a ponte vira abismo, o amor vira dor.
Hábito que habita o bom dia, as escovas de dente, o doce ruído dos talheres à mesa, a roupa de cama, o beijo de despedida.
Quem conhece o amor sabe o que é viver o hábito da torcida, do cuidado, dos projetos tão em comum. Hábito que habita os porquês do filho, o chorinho da filha, o abraço cheio de energia ao final de um dia cheio de trabalho.
Quem conhece o amor sabe o que é viver o hábito dos domingos de sol ou de chuva, quando o melhor programa é estar simplesmente junto, não importa onde.
Quanto mais cresce o amor, mais a gente se acostuma com o outro: pernas entrelaçadas para dormir, mensagens de boa viagem, boas risadas à hora do jantar, porto seguro que torna mais leve os assuntos pesados.
Mas o amor se assusta qundo se habitua à rispidez dos desencontros, aos rótulos que são pregados, às palavras que são colocadas na boca.
Se deixar, o amor se habitua à falta de conversa, ao bom dia atravessado, ao carinho atropelado, à autoridade surda. (Será que o amor se acostuma?)
O leve fica pesado, o pequeno fica grande, o domingo vira segunda, a ponte vira abismo, o amor vira dor.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
TPM
Um dia desses ouvi da minha querida massagista, Júnia Alves, um novo significado para a sigla da famosa Tensão Pré-Menstrual : "Tempo Para Mim".
Acho que ela tem toda razão. Antigamente, a menstruação era quase um fenômeno: as mulheres nem saíam de casa, ficavam mais quietas se preservando, guardando energia... (Contei isso pro meu marido e ele disse que "elas deviam ficar enjauladas", tive que ouvi isso...)
Mas a verdade é que TPM existe, não é filme de ficcção, e acho que realmente as mulheres precisam de um tempo para elas nesse período tão tenso e delicado...
O problema é que tem mulher que acha que tem que ser "mulher maravilha": eu mesma me peguei um dia, com os hormônios à flor da pele, achando que tinha que fazer supermercado em plena sexta-feira à noite, com o maridão e os meninos a tiracolo. Apesar de amar fazer supermercado (sei que isso é raridade, mas pra mim é um pouco terapia...), cheguei em casa esbudegada, sem força nas pernas e um pingo de paciência. Tudo o que eu queria era virar um eremita e ficar sozinha, quietinha no alto de uma montanha, ouvindo só o silêncio.
Se você é mulher e já passou por isso, está feito o convite: transforme a TPM em TPV - Tempo Para Você.
Acho que ela tem toda razão. Antigamente, a menstruação era quase um fenômeno: as mulheres nem saíam de casa, ficavam mais quietas se preservando, guardando energia... (Contei isso pro meu marido e ele disse que "elas deviam ficar enjauladas", tive que ouvi isso...)
Mas a verdade é que TPM existe, não é filme de ficcção, e acho que realmente as mulheres precisam de um tempo para elas nesse período tão tenso e delicado...
O problema é que tem mulher que acha que tem que ser "mulher maravilha": eu mesma me peguei um dia, com os hormônios à flor da pele, achando que tinha que fazer supermercado em plena sexta-feira à noite, com o maridão e os meninos a tiracolo. Apesar de amar fazer supermercado (sei que isso é raridade, mas pra mim é um pouco terapia...), cheguei em casa esbudegada, sem força nas pernas e um pingo de paciência. Tudo o que eu queria era virar um eremita e ficar sozinha, quietinha no alto de uma montanha, ouvindo só o silêncio.
Se você é mulher e já passou por isso, está feito o convite: transforme a TPM em TPV - Tempo Para Você.
A vida não é uma propaganda de margarina
A cena é perfeita: mesa impecavelmente posta, crianças felizes diante do prato de cereais, mãe bem-humorada servindo o café, pai sorridente lendo o jornal, margarina derretendo no pão. Um perfeito mundo cor-de-rosa.
Fora da TV, a vida ganha outras tonalidades. Muitas vezes as relações não deslizam tão fácil quanto a margarina no pão. Ao invés de trilha emotiva, silêncio fazendo barulho. Ao invés de sol, tempo fechado. Como às vezes é difícil digerir as diferenças e entender que a perfeição não passa de um comercial de TV...
Bom mesmo é quando a gente aprende a ser, muito mais que mero espectador, autor de mudanças na nossa maneira de pensar, sentir, agir e interagir com o outro.
Aceitar as diferenças, dormir com o imprevisto e conviver com o imperfeito é dar bom dia à vida.
Fora da TV, a vida ganha outras tonalidades. Muitas vezes as relações não deslizam tão fácil quanto a margarina no pão. Ao invés de trilha emotiva, silêncio fazendo barulho. Ao invés de sol, tempo fechado. Como às vezes é difícil digerir as diferenças e entender que a perfeição não passa de um comercial de TV...
Bom mesmo é quando a gente aprende a ser, muito mais que mero espectador, autor de mudanças na nossa maneira de pensar, sentir, agir e interagir com o outro.
Aceitar as diferenças, dormir com o imprevisto e conviver com o imperfeito é dar bom dia à vida.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Dor de homem e dor de mulher
Essa eu ouvi do meu querido dentista fisioterapeuta buco-maxilar, Dr. Marcelo Mascarenhas, quando fui fazer uma nova plaquinha para aplacar de vez o meu bruxismo...
"Homem marca consulta assim:
- Doutor, eu estou com uma dor alucinante há um ano. Dá pra gente marcar um horário pra este mês?
Mulher marca assim:
-Doutor, eu amanheci hoje com uma dorzinha no maxilar direito... Você tem algum horário pra hoje? "
Ai, ai... Esta é apenas uma pequena amostra da grande diferença entre homens e mulheres...
Da dor ao futebol, passando ainda pelo sexo, romantismo, TPM, filhos, etc, etc e tal, é assunto que dá um livro. Uma boa pedida pra gente conversar aqui no blog.
"Homem marca consulta assim:
- Doutor, eu estou com uma dor alucinante há um ano. Dá pra gente marcar um horário pra este mês?
Mulher marca assim:
-Doutor, eu amanheci hoje com uma dorzinha no maxilar direito... Você tem algum horário pra hoje? "
Ai, ai... Esta é apenas uma pequena amostra da grande diferença entre homens e mulheres...
Da dor ao futebol, passando ainda pelo sexo, romantismo, TPM, filhos, etc, etc e tal, é assunto que dá um livro. Uma boa pedida pra gente conversar aqui no blog.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Briga de criança
Ontem o meu filho de 6 anos veio me contar de uma briga que aconteceu numa festinha de aniversário:
- Mãe, o Fulano me deu um chute e eu não gostei.
- E o que você fez, Léo?
- Contei pra mãe dele.
- E o que ela fez?
- Disse que ia colocar ele de castigo.
- E você falou alguma coisa com ele?
- Não... Mas eu devolvi o chute, porque não era meu...
(...)
Coisas de criança. Espontaneidade deliciosa de criança que a gente tem mesmo que escrever pra não esquecer.
- Mãe, o Fulano me deu um chute e eu não gostei.
- E o que você fez, Léo?
- Contei pra mãe dele.
- E o que ela fez?
- Disse que ia colocar ele de castigo.
- E você falou alguma coisa com ele?
- Não... Mas eu devolvi o chute, porque não era meu...
(...)
Coisas de criança. Espontaneidade deliciosa de criança que a gente tem mesmo que escrever pra não esquecer.
Constelações Familiares
Semana passada participei de um workshop de Constelações Familiares. O nome causa estranhamento pra uns, curiosidade pra outros, mas fato é que esta nova abordagem terapêutica tem dado o que falar - e o que sentir.
A constelação familiar é um fenômeno complexo, difícil de explicar (tem que ir pra ver e entender na prática como a coisa acontece), mas é regido por alguns princípios muito claros: a necessidade do perdão, a importância de agradecer aos nossos pais pela nossa existência e de reverenciar os nossos ancestrais.
Sabe aquele seu comportamento (ou pensamento) que tanto te aflige, angustia, faz sofrer? Pois é. Pode ser que você esteja repetindo a sua vó, ou tentando suprir o seu pai de alguma coisa que ele não teve... Parece nonsense, mas tem muita lógica...
A família tem mais influência na nossa vida do que a gente pensa. É sangue, amor, ligação, cordão umbilical. Sou eu agradecendo todos os dias por ter pai e mãe vivos, tão amorosamente ligados a mim, presentes preciosos da minha vida, razão e emoção da minha existência.
A constelação familiar é um fenômeno complexo, difícil de explicar (tem que ir pra ver e entender na prática como a coisa acontece), mas é regido por alguns princípios muito claros: a necessidade do perdão, a importância de agradecer aos nossos pais pela nossa existência e de reverenciar os nossos ancestrais.
Sabe aquele seu comportamento (ou pensamento) que tanto te aflige, angustia, faz sofrer? Pois é. Pode ser que você esteja repetindo a sua vó, ou tentando suprir o seu pai de alguma coisa que ele não teve... Parece nonsense, mas tem muita lógica...
A família tem mais influência na nossa vida do que a gente pensa. É sangue, amor, ligação, cordão umbilical. Sou eu agradecendo todos os dias por ter pai e mãe vivos, tão amorosamente ligados a mim, presentes preciosos da minha vida, razão e emoção da minha existência.
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