terça-feira, 10 de dezembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Refúgio
sábado, 9 de novembro de 2013
Síndrome de Peter Pan

Minha filha se apaixonou por um unicórnio.
Foi lá na Universal Studios, depois de viver minutos de "Minion" no empolgante simulador do "Meu Malvado Favorito". Na saída da atração, mais atração: uma lojinha tentadora com suas blusas amarelo-vivo, chaveirinhos personalizados, unicórnios de pelúcia esparramados pela prateleira.
Não deu outra:
- Ahhhh, mamãe, que liinndo!...
- Lindo mesmo, Bebella, mas depois a gente olha com calma. Vamos lá no Shrek, antes que o parque feche. (!)
E depois de muita aventura, loopings e hip hurras, o parque fechou. A lojinha dos Minions fechou. O unicórnio por lá ficou, esparramado na prateleira.
O coração da pequena partiu, nem preciso dizer.
- Amanhã a gente vai atrás do seu unicórnio, filha.
E a gente foi. Mas o danado do bichinho parecia estar em extinção. Loja nenhuma, outlet nenhum, shopping nenhum. Só dentro da Universal, justamente o parque que a gente não voltaria mais.
Sugeri trocar o unicórnio por elefante, burrico, ovelha, ursinho. Nada. Irredutível a mocinha, personalidade forte, típica do signo de escorpião. Apaixonou mesmo.
Voltamos ao Brasil no dia seguinte, deixando uma incumbência para os amigos (santos amigos) com quem dividimos a casa: trazer o unicórnio, já que eles ainda iriam dar uma espichadinha no mundo da aventura.
Dito e feito, missão cumprida, quase morri de vergonha quando vi o tamanho da encomenda que eles trouxeram na mala. Chegou em boa hora, melhor não podia: na véspera do aniversário dela.
Qual não foi sua emoção quando acordou cedinho no dia seguinte com o unicórnio ao seu lado, esparramado na cama. Achei que ela fosse ter um troço, mistura de alegria com falta de ar.
E o dia passou colorido com aniversário na escola, festa da camisola à noite, ensaio de balé na manhã seguinte. Muita emoção para uma menina só.
Quando ela se viu sozinha com o unicórnio ao fim do dia, deitou agarrada com ele no sofá e lá ficou, encolhidinha, pensando na vida.
- O que houve, Bebella? Está tudo bem?
E foi aí que a pequena colocou para fora toda a emoção das últimas horas, chorando de soluçar:
- O Peter Pan é muito sortudo!...
- Peter Pan?! Por quê?!
- Por que ele nunca vai crescer... Eu não quero crescer, quero ser sempre criança pra ficar com o meu unicórnio!...
- Mas você pode crescer e continuar com o seu unicórnio, ué.
- Não, senão as pessoas vão me zoar!...
- Sabe, minha filha? Quem zoar é porque não teve infância. Mesmo que a gente cresça, leva pra sempre a criança que foi um dia. Eu, quando presenteio você com o unicórnio, ou preparo uma festa da camisola, ou levo você pra Disney, alegro também a criança que fui um dia.
A essa hora, a pequena era uma mistura de cansaço, emoção, afeto e filosofia. Como doía a ideia de perder seu mimo de pelúcia um dia. Como chorava a minha menina, já toda cheia de pêlo branco grudado no rosto molhado.
- Agora vai brincar, minha filha. Gruda no unicórnio e aproveita cada minuto da sua alegria. Ainda falta muito pra você crescer.
domingo, 20 de outubro de 2013
Sonho foi feito pra realizar

E aí você decide pegar a família, juntar uma turma animada de amigos e fazer uma visitinha pro Pateta. Acorda a criança que foi um dia, enche os olhos de brilho e vai brincar de realizar sonhos. Bingo, Mr. Disney. "Where dreams come true", slogan mais preciso não poderia. Perfect.
Não importa se o seu sonho é ver a Pequena Sereia virar princesa, ou a fera virar príncipe, ou a montanha-russa virar você de cabeça pra baixo ao som de uma guitarra alucinante do Aerosmith.
Filas sempre cheias. Tempo de espera de até duas horas dependendo do brinquedo e as pessoas esperando sem reclamar, tudo vale a pena quando o sonho não é pequeno. Duas horas de expectativa para viver em poucos minutos a emoção de voar com o Harry Potter, sobrevoar a Califórnia de asa-delta, subir pelas paredes com Homem Aranha, despencar de um elevador em Hollywood e sentir o coração pular pra fora. ("Tiraram a minha alma lá", foi o comentário da minha filha.) A boa notícia é que depois do susto e da adrenalina tem sempre uma plaquinha luminosa com a palavra "Exit". Yes, we can. Fica tranquilo que tem sempre uma saída, o pânico sempre chega ao fim. Já ouviu a expressão "Relaxa, vai dar tudo certo."? Vai. Para os menos corajosos o sistema nervoso simpático arruma uma confusão danada com o pára-simpático, os neurônios quase viram paçoca mas sim, yeah: como diria Sabino, "no final dá certo. Se não deu - uouuuuuuuuuuuul - "é porque ainda não chegou no final." The end.
À noite, fogos de artifício só para reforçar onde estamos: mundo encantado do ratinho mais simpático do mundo, Terra do Nunca e também do sempre, "where dreams come true", Feliz Ano Novo antecipado. E aí eu me pego pensando que - com todo respeito ao Mr. Disney, pra quem eu tiro o chapéu um milhão de vezes - a gente pode carregar essa frase aonde for, com ou sem castelo, com ou sem Sininho. Brasil, China, Austrália, Japão, escolha o seu destino.
Falo dos sonhos do dia-a-dia adormecidos no travesseiro e colocados em prática no dia seguinte, basta um toque do despertador. Sonhos que demoram mais de duas horas na fila e dão um trabalhão para realizar, mas que nascem inteiros, bonitos de se ver, lindos de viver. Casar com a mulher da sua vida. Ter miniaturas suas correndo pela casa. Viver a liberdade de rodar o mundo sem rumo nem prumo nem hora pra chegar. Virar trapezista de circo. Escrever um livro. Tocar violino. Descobrir a cura do câncer. Encontrar sua identidade. Formar um filho. Abraçar cada segundo da profissão da sua vida. Amar de verdade, esta é a magia.
Marcadores:
amar,
Disney,
realização,
Sonhos,
vida.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Refúgio
Assinar:
Postagens (Atom)




